Olá, Janeiro

2011 foi e foi.

Me estabeleci duas metas pra esse ano: comprar menos esmaltes e ler mais.

Se consegui? Razoavelmente. Li muito mais e comprei bem menos (ainda que não o suficiente); daquele jeito: deixei de comprar 10 baratos pra comprar um caro. Assim me senti com a consciência mais limpinha, assim.

Quanto aos livros, consegui terminar o (belíssimo) Silmarillion, que me fez apaixonar ferozmente por tudo o que o Tolkien fez. Fico feliz de ter conseguido, do começo do mês pra cá, também ler mais da metade de (também belíssimo) Contos Inacabados. Fiquei sem computador por um tempo, algo que contribuiu fortemente pra ler um tantão a mais. Matei a vontade e conheci Julio Verne (por quem também me apaixonei, mas bem menos). Terminei a trilogia de cinco do Douglas Adams, li biografias, quadrinhos, sobre história da cultura, sobre gente com ideia maluca e tudo. Certamente li muito mais em 2011 do que andava lendo nos últimos anos. Até dei minha chance pra Stephen King e descobri que sou bunda-mole demais pra encarar – óbvio. Não pretendo terminar os Inacabados Contos até o final desse mês, mas só o fato de saber que não demorarei 6, 7 meses pra isso já me anima. Descobri que demorar pra terminar um livro é um gosto a mais, já que dá tempo de pensar no que se lê, é. E redescobri como esse mundo pode ser incrível.

Quanto a isso, minha meta pra 2012 é reler a sequência de Harry Potter outra vez, já que ficou na prateleira esse ano inteiro. Também é terminar Balzac e outros encostados, aqueles que fui ganhando e nunca dei conta, por falta de tempo ou de vontade.

Terminei meu primeiro jogo de videogame (Harvest Moon: Back to Nature – muito velho, é verdade, mas o que me deu gosto de jogar), passei no vestibular de uma faculdade pública, morei longe de casa por um semestre, dividi um quarto com o namorado, a casa com o irmão e a cunhada, fiz minha própria comida e sobrevivi. Finalmente peguei meu diploma do curso de Letras, tive meu primeiro artigo publicado em periódico científico, fui no meu primeiro evento internacional (mas dentro do país) na área que descobri que amo.

Achei que tinha que pensar, voltei pra casa, usei meu diploma. Não digo que foi um erro, porque sei o quanto precisava disso, mas decidi que não é bem assim. Entendi que algumas coisas mudam, isso é. Mas outras permanecem, e é por elas que vale a pena lutar. Tomei decisões complicadas, mas que parecem mais certas do que as menos complicadas.

E hoje tanto faz, porque no fim das contas chorei, sofri, dei com a cabeça na parede e me diverti um bocado nesse 2011.

Só que ele também já deu e precisa ir embora, porque com ou sem fim do mundo, 2012 tem de chegar pra coisa toda voltar lá do começo e continuar, continuar, continuar.

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Sobre Ana

Aquela que ainda não deu certo nem lá nem cá, mas no meio de tudo ainda faz da internet uma Penseira.
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